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Serverless Security8 min de leituraAtualizado em 30 de maio de 2026

Segurança em API Gateway: autenticação, logs, throttling e proteção de APIs

O API Gateway é a porta das suas APIs. Veja como autenticar, limitar e observar sem deixar endpoints abertos.

O API Gateway expõe APIs ao mundo, o que o coloca na linha de frente. Os problemas mais comuns são endpoints sem autenticação adequada, ausência de limites de taxa que permite abuso, e falta de logs que cega tanto a detecção quanto a investigação. Como o Gateway costuma estar na frente de funções Lambda e serviços internos, uma falha aqui expõe tudo o que está atrás.

Este guia trata da segurança do API Gateway de forma defensiva: autenticação por authorizers, controle de taxa, integração com WAF, configuração de CORS e observabilidade. O objetivo é que cada endpoint exposto seja autenticado, limitado e auditável.

Autenticação e authorizers

Cada rota exposta precisa de uma decisão de autenticação explícita. O API Gateway suporta authorizers, como autorização baseada em JWT ou um authorizer Lambda, que validam a requisição antes de chegar ao backend. Evite o padrão perigoso de deixar rotas abertas por descuido, especialmente em APIs que cresceram organicamente e acumularam endpoints esquecidos.

API keys servem para identificar e cotar consumidores, mas não são autenticação por si só, porque uma chave vazada concede acesso. Use API keys junto de autenticação real, não no lugar dela. A autorização precisa acontecer no backend para cada recurso, não apenas no Gateway.

Throttling, WAF e CORS

Configure throttling para limitar a taxa de requisições e proteger o backend contra abuso e picos. Combine com um WAF na frente para mitigar ataques web e padrões maliciosos. A configuração de CORS merece atenção: um CORS permissivo, liberando qualquer origem, pode expor a API a uso indevido a partir de páginas de terceiros.

  • Exigir autenticação em toda rota exposta, sem rota aberta por descuido
  • Usar authorizers para validar antes do backend
  • Tratar API key como identificação, não como autenticação
  • Configurar throttling para conter abuso e picos
  • Colocar WAF na frente para mitigar ataques web
  • Definir CORS restrito, sem liberar qualquer origem

Logs e observabilidade

Habilite logs de acesso e de execução e exporte métricas. Sem logs, abuso de endpoint e tentativas de exploração passam invisíveis, e a investigação fica sem base. Monitore padrões como rajadas de erros de autorização, que indicam tentativas de acesso indevido, e endpoints com volume anômalo. Defina o estágio de produção com configurações mais restritas do que ambientes de desenvolvimento.

Checklist prático

  • Exigir autenticação explícita em toda rota exposta
  • Usar authorizers (JWT ou Lambda) antes do backend
  • Garantir autorização por recurso no backend
  • Tratar API keys como identificação, não autenticação
  • Configurar throttling por estágio e por consumidor
  • Colocar WAF na frente da API
  • Definir CORS restrito a origens conhecidas
  • Habilitar logs de acesso e de execução
  • Monitorar erros de autorização e volume anômalo
  • Restringir mais o estágio de produção que o de desenvolvimento

Boas práticas

  • Autentique e autorize em camadas, no Gateway e no backend
  • Use throttling para proteger o que está atrás do Gateway
  • Combine WAF e Gateway para defesa de borda
  • Mantenha CORS restrito e revisado
  • Observe a API com logs e métricas desde o início
  • Elimine endpoints esquecidos e sem dono

Erros comuns

  • Rota exposta sem autenticação por descuido

    Acesso direto ao backend sem qualquer barreira.

  • Tratar API key como autenticação

    Uma chave vazada concede acesso sem segundo controle.

  • CORS liberando qualquer origem

    Páginas de terceiros podem usar a API em nome do usuário.

  • Sem throttling

    Abuso e picos sobrecarregam o backend e elevam custo.

  • API sem logs

    Abuso e exploração passam invisíveis e a investigação trava.

Quando procurar apoio especializado

Revisar autenticação, autorização e exposição de APIs é parte dos serviços de Pentest e de Segurança de Aplicações da GUARDIASEC, que avaliam APIs e endpoints com foco em risco real e evidência.

Perguntas frequentes

API key é suficiente para proteger minha API?

Não. A API key serve para identificar e cotar consumidores, mas não é autenticação robusta: uma chave vazada concede acesso direto. Ela deve ser usada junto de autenticação real, como authorizers baseados em JWT ou Lambda, e a autorização por recurso precisa acontecer no backend. Depender só de API key deixa a API vulnerável.

Onde devo validar a autorização, no Gateway ou no backend?

Em ambos, em camadas. O Gateway valida a autenticação cedo, com authorizers, reduzindo carga indevida no backend. Mas a autorização por recurso, ou seja, se aquele usuário pode acessar aquele objeto, precisa acontecer no backend a cada requisição. Confiar apenas no Gateway costuma deixar brechas de autorização em nível de objeto.

Por que CORS é uma preocupação de segurança?

Um CORS permissivo que libera qualquer origem permite que páginas de terceiros façam requisições à sua API a partir do navegador do usuário, o que pode ser explorado para uso indevido. O recomendado é restringir as origens permitidas às que você controla e ter cuidado redobrado ao permitir credenciais. CORS frouxo é uma exposição comum e subestimada.

Throttling protege contra ataques?

Throttling limita a taxa de requisições, o que mitiga abuso, força bruta e picos que sobrecarregariam o backend. Não é uma defesa completa por si só, mas é uma camada importante, especialmente combinada com WAF e autenticação. Sem throttling, um único consumidor mal-intencionado pode degradar a API e elevar custo rapidamente.

Próximo passo

Vamos avaliar os riscos do seu ambiente?

Conte seu cenário e definimos juntos o escopo certo. O objetivo é reduzir caminhos prováveis de ataque e elevar a maturidade de segurança, sem promessas absolutas.