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Logs e Incidentes8 min de leituraAtualizado em 30 de maio de 2026

Logs de ALB e CloudFront: como analisar tráfego web com foco em segurança

Os logs de borda contam a história de cada requisição. Veja como lê-los para detectar abuso e investigar ataques web.

Aplicações web recebem tráfego automatizado o tempo todo, e a maior parte dele só fica visível nos logs de borda. Os logs do Application Load Balancer e do CloudFront registram cada requisição que chegou: IP de origem, status de resposta, URI, user agent, tempo de processamento e mais. Analisados com olhar de segurança, eles revelam força bruta, scraping, varredura de caminhos e anomalias que indicam abuso.

Este guia mostra como usar esses logs de forma defensiva para detecção e investigação. O foco é entender quais campos importam, que padrões procurar e como ligar essa análise ao WAF e à postura de segurança da aplicação.

Campos que contam a história

O status code é um dos sinais mais ricos. Muitos 401 e 403 concentrados em um endpoint de login sugerem força bruta ou credential stuffing. Uma sequência de 404 variando o caminho indica varredura procurando arquivos e rotas. Picos de 5xx podem revelar tanto problema operacional quanto tentativa de abuso. O IP de origem, o user agent e o URI completam o quadro.

  • Status code: 401 e 403 em login indicam tentativa de acesso
  • Sequência de 404 variando caminho indica varredura
  • User agent ausente ou genérico sugere automação
  • URI revela quais rotas estão sendo sondadas
  • Volume por IP em janela curta indica abuso ou scraping

Padrões de abuso e correlação com WAF

Cruze os logs de borda com os logs do WAF para entender o que foi bloqueado e o que passou. Se o WAF bloqueia muito de um padrão, mas algo semelhante passa com status de sucesso, há uma lacuna de regra a ajustar. User agents incomuns, ausência de cabeçalhos esperados e rajadas de requisições de um mesmo IP ou faixa são indícios de bots e scraping.

Atenção a IPs compartilhados: muitos usuários legítimos saem por um mesmo endereço corporativo. Volume alto de um IP nem sempre é ataque; combine sinais, como o padrão de URIs e a taxa de erro, antes de concluir que é abuso.

Armazenamento e investigação

Os logs de ALB e CloudFront costumam ser entregues a um bucket S3. Defina retenção e use consultas para análise sob demanda, em vez de tentar acompanhar tudo em tempo real. Em uma investigação, esses logs ajudam a reconstruir a sequência de requisições de um atacante e a entender qual rota foi explorada, complementando a visão de identidade e de rede.

Checklist prático

  • Habilitar logs de acesso do ALB e do CloudFront
  • Entregar os logs a um bucket com retenção definida
  • Analisar concentração de 401 e 403 em endpoints de login
  • Detectar varredura por sequências de 404 variando caminho
  • Identificar bots por user agent e padrão de requisição
  • Cruzar com logs de WAF para achar lacunas de regra
  • Considerar IPs compartilhados antes de concluir abuso
  • Investigar picos de 5xx para separar erro de abuso
  • Padronizar consultas de investigação web
  • Correlacionar com identidade e rede no incidente

Boas práticas

  • Use status code como sinal primário de abuso
  • Combine IP, user agent e URI antes de concluir
  • Correlacione borda e WAF para ajustar regras
  • Trate IPs corporativos compartilhados com cautela
  • Direcione o volume para armazenamento econômico
  • Prepare consultas de investigação antes do incidente

Erros comuns

  • Não habilitar logs de borda

    A maior parte do tráfego automatizado e do abuso fica invisível.

  • Concluir abuso só pelo volume de um IP

    Risco de bloquear muitos usuários legítimos atrás de um gateway.

  • Ignorar a correlação com o WAF

    Lacunas de regra permanecem, com ataques passando pela borda.

  • Sem retenção dos logs

    A reconstrução do ataque fica impossível depois de poucos dias.

  • Olhar apenas 2xx e ignorar 4xx e 5xx

    Sinais de varredura e abuso, concentrados nos erros, passam despercebidos.

Quando procurar apoio especializado

Transformar logs de borda em detecção e tuning de WAF é parte dos serviços de WAF e Proteção de Borda e de Monitoramento e Resposta da GUARDIASEC, que ajustam regras e definem casos de uso de detecção web.

Perguntas frequentes

Quais status codes mais indicam ataque?

Concentração de 401 e 403 em endpoints de login sugere força bruta ou credential stuffing. Sequências de 404 variando o caminho indicam varredura de rotas e arquivos. Picos de 5xx podem ser abuso ou problema operacional. Nenhum sinal isolado é conclusivo; o valor está em cruzar status code com IP, URI e user agent.

Logs de borda substituem o WAF?

Não. O WAF age bloqueando tráfego, enquanto os logs de borda mostram o que aconteceu, incluindo o que passou. Eles se complementam: os logs ajudam a identificar lacunas nas regras do WAF e a investigar ataques que não foram bloqueados. Juntos, dão tanto a defesa ativa quanto a visibilidade para ajustá-la.

Como evito concluir que um IP é malicioso por engano?

Muitos usuários legítimos saem por um mesmo IP corporativo, então volume alto nem sempre é ataque. Combine sinais antes de concluir: o padrão de URIs acessados, a taxa de erro, o user agent e o comportamento ao longo do tempo. Decisões de bloqueio baseadas só em volume de IP costumam afetar usuários reais.

Onde esses logs são armazenados?

Tanto o ALB quanto o CloudFront costumam entregar logs de acesso a um bucket S3. A partir daí, você define retenção e usa consultas para análise sob demanda. Como o volume pode ser grande, direcione para armazenamento econômico e foque a análise em janelas e padrões específicos durante uma investigação.

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